quarta-feira, 14 de abril de 2010

Por que é difícil dizer não às drogas




Quem usa drogas pela primeira vez não vê
os amigos se acabando nas sarjetas e não
acredita que vai ser um viciado


As campanhas contra o uso de drogas e a exibição na televisão do efeito devastador que elas têm sobre a vida dos viciados deveriam ser suficientes para riscar esse mal da superfície do planeta. Não é o que acontece. Num desafio ao bom senso, um número enorme de adolescentes continua dizendo sim às drogas. Pesquisa recente mostrou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas. A idade do primeiro contato com esse tipo de substância caiu dos 14 para os 11 anos em uma década. Tais dados sinalizam um futuro bem ruim. Quanto mais cedo se experimenta uma droga, maiores são os riscos de se tornar viciado. As pesquisas também revelam que a maioria dos jovens sabe que as drogas podem se transformar num problema sério. Mas isso não basta para mantê-los longe de um baseado ou de um papelote de cocaína.

Por que é assim? É claro que quem experimenta pela primeira vez não deseja virar viciado. Um estudo do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Universidade de São Paulo (Grea) diz que a curiosidade é a motivação que leva nove em cada dez jovens a consumir drogas pela primeira vez. Em seguida vem o desejo de se integrar a algum grupo de amigos. No momento da iniciação das drogas, o adolescente não vê os amigos morrendo, sendo pressionados por traficantes nem se acabando nas sarjetas. Também é difícil perceber a importância que a droga pode assumir em sua vida no futuro. A maioria das drogas só provoca dependência depois de algum tempo de uso. Ou seja, quem entra nessa só percebe tarde demais que está num caminho sem volta. Apenas uma parcela dos usuários se torna dependente grave, do tipo que aparece nas novelas de TV. Apostar nesse argumento para usar drogas é uma loteria perigosíssima, porque ninguém sabe ao certo se vai virar viciado ou não.

Há alguns fatores que contribuem para que um jovem tenha maiores probabilidades de se viciar. O primeiro é genético. Já se provou que pessoas com histórico familiar de alcoolismo ou algum outro vício correm maiores riscos de também ser dependentes. Os demais estão relacionados com a personalidade. Adolescentes tímidos, ansiosos por algum tipo de reconhecimento entre os amigos, apresentam maior comportamento de risco para a dependência. Eles acreditam que as drogas os ajudarão a ser mais populares entre os colegas ou que serão uma boa maneira de vencer a travação na hora de se declarar e namorar, tarefa sempre complicada para quem é introvertido. Jovens inseguros, que sofrem de depressão ou ansiedade, costumam procurar as drogas como alívio para seus problemas. É ainda uma forma de mostrar aos pais que algo não vai bem com eles ou com a vida familiar. No extremo oposto, aqueles que parecem não ter medo de nada e que buscam todo tipo de emoções também correm grande risco de se envolver com drogas.

O melhor jeito de dizer não às drogas é entender que ninguém precisa ser igual ao amigo ou repetir padrões de comportamento para ser aceito no grupo. É por isso que a prevenção em casa funciona melhor que os anúncios do governo. "Dá para fazer uma boa campanha doméstica sem falar necessariamente em droga", diz o psiquiatra Sérgio Dario Seibel, de São Paulo. Em outras palavras: é natural o adolescente repelir reprimendas e conversas formais sobre esse assunto. Imediatamente fecha a cara e os ouvidos a quem lhe diz em tom grave: "Precisamos conversar sobre drogas", seja o pai, a mãe, seja o governo ou qualquer instituição. A situação ainda é pior quando o pai bebe todo dia sob o pretexto de relaxar ou quando está nervoso e deprimido. Ele pode passar para o filho a idéia de que a bebida é um poderoso aliado para enfrentar obstáculos. A mãe que toma comprimidos para dormir também está dando ao filho a falsa idéia de que as substâncias químicas garantem a felicidade. Daí a ele achar natural usar drogas é apenas um passo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A visão dos clássicos sobre a Sociedade Moderna




A sociedade moderna foi marcada por inúmeras transformações que impactaram no modo de vida e de relação entre os indivíduos. A revolução industrial, e a reorganização do trabalho que ela fomentou, trouxe consigo uma série de problemas sociais que foram alvo de estudo de vários pensadores.

Emile Durkheim, Karl Marx e Max Weber observaram este período histórico a partir de diferentes perspectivas chegando a conclusões diferenciadas a seu respeito.

Sobre a relação homem e sociedade Emile Durkheim considerava a compreensão dos aspectos sociais fundamental para se explicar a realidade em que vive o indivíduo. Com uma percepção diferente, Karl Max afirmava que a sociedade só poderia ser explicada a partir do modo como os indivíduos se organizavam para produzir os bens necessários à sua existência. Max Weber, por sua vez, compreendia cada ação social como resultante das influências das ações de outros indivíduos.

Para o primeiro os valores sociais se impunham ao indivíduo ou pelo direito ou pelo costume, para o segundo, o modelo de sociedade resultava das ações instintivas do homem, para o terceiro, era a relação entre os homens que definia o seu comportamento e consequentemente o modelo de sociedade. Essas diferenças de olhar sobre o homem e a sociedade tiveram ao menos um ponto em comum: todos percebiam o homem a partir do contexto onde estavam inseridos e não de forma isolada.

Ainda sob enfoques diferentes, estes autores buscaram explicar a sociedade moderna. A desagregação social, decorrente da ausência de regras que pudessem estabelecer os limites das relações humanas na atividade industrial, foi um fator observado por Durkheim. Marx observou que a sociedade capitalista era marcada pela exploração e alienação do trabalho do homem o que provocava a degradação da condição humana. Weber, com um outro olhar, percebia o capitalismo como responsável por uma nova forma de organização social caracterizada pela rotinização e obediência às regras que submetia o homem a um enquadramento de suas ações sociais, a burocracia.

Mesmo sob enfoques diferentes, esses autores criticaram a sociedade capitalista à luz dos problemas sociais que surgiam a partir de sua forma organização. Suas proposições e reflexões fundamentaram inúmeras outras teorias que buscaram compreender e /ou interferir nos caminhos traçados pelo capitalismo.

Família,o bem mais raro que se pode ter.



"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família".



A nossa família é o bem mais precioso que temos.
Principalmente os nossos pais, não importa se são nossos pais de verdade,
ou se são pais que adotaram você. O que importa é que eles te amem,
te passem tudo que aprenderam nessa vida.

Nossos pais merecem todo respeito e carinho do mundo.
Pois são eles quem nos dão tudo aquilo que temos e estão sempre se esforçando para nos dar aquilo que queremos.

Aprenda a dar valor a essas pessoas tão especias,
que tem um amor enorme por você.

Retribua tudo que eles te dão,
com carinho,
amor,
felicidade,
pois esses são os presentes que os nossos pais mais querem.


Dê valor enquanto eles estão ao seu lado,presentes em sua vída, porque depois pode ser tarde demais.

XIV° Congresso nacional da juventude,Praia Grande,SP.




Dia nublado de quarta-feira, 11:00 da manha. Dois ônibus, mais de 70 jovens da Juventude Socialista-RS com diferentes culturas e cidades do Rio Grande do Sul se reuniram em Porto Alegre com destino ao Congresso Nacional da JS em Praia Grande-SP.
Depois das apresentações e da galera entrosada, a viagem começa a esquentar. Em clima de festa, conversas diversas, histórias, comentários sobre as proximas eleições, debates sobre candidatos, entre outros.
Passamos rapidamente em Osório pegar o restante do pessoal. Nossa primeira parada foi em Sombrio-SC para fazer um lanchinho.
Pé na estrada novamente, madrugada de quinta-feira, música ao vivo com direito ao sonzinho de violão, bateria, pandeiro, enfim qualquer coisa vira instumento musical. Segunda parada em São José-SC.
E assim seguimos viagem, entre uma parada e outra sem perder o animo e o entusiasmo. Mas quem pensa que essa turma só pensa em agitação está enganado. Todos temos um único objetivo de defender nossos ideais e como diz o presidente da JS-RS João Henrique Cella, “ só quem tem opinião não se deixa levar por falsos ídolos, ou promessas vazias. É urgente que a assumamos o papel que nós foi dado historicamente”.
Chegamos no nosso destino ás 10:30 da manha. Foram mais de 1200km percorridos, aproximadamente 24 horas de viagem.
Ás 14hs fizemos o crendenciamento, á noite uma pré-abertura do evento.
Hoje nossa agenda está bem corrida, após o café, aconteceu a abertura oficial do congresso, logo em seguida a palestra: Paradigma de organização da JS: como se organizar para a luta? como os palestrantes Manoel Dias e João Paulo Rodrigues, depois intervenções do plenário, entre outras atividades.
Ás13:30 inicio a palestra de Paulo Metri, onde segue até agora sem previsão para terminar. O assunto debatido é sobre o pré-sal: "Vamos reinventar nossa história". Ainda hoje teremos o painel da direção nacional: informes e prestação de contas da gestão: Para onde estamos caminhando; grupos de debates e após o jantar atividade cultural.

Também estiveram presentes nesse evento dois cidadãos amaralenses,Suerrer de Abreu Coelho e Michael Martins da Silva.